Perco-me ínfimo e morro,
em mim, sobretudo.
Se atrás das respostas
corro, quero também fugir de tudo.
Sem sentido. Acabo
suspenso, da minha vida e destino,Perdido no cenário imenso do teu sonho paulatino.
Voltar a olhar o mundo,
sentir a respiração desgovernada,
Do meu espírito sem
fundo, o descobrir de uma água parada.Não sei se por algo espero, um louvor inquieto,
Se sonho, se avanço; viver sem ti… um tormento incerto.
Aprisionar a minha vida,
soltar as rédeas à morte,
Da minha causa perdida,
esperar um qualquer golpe de sorte.Sei lá o que quero e o que não quero!
Por ti canto. Desespero!
De mim desapareço, num
impercetível passo adiante,
De ti só não esqueço o
recuar das mãos hesitante.Ama-me a moribunda loucura, que me invade e pressente,
Da indecisão que perdura e perturba quem por mim sente.

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