Já
não ouso dizer o teu nome.
Ainda
que sejas uma sombra constante ou um mero vento fantasma,uma presença delirante aguardando serena nos cantos abertos
pelo íntimo pensamento que esconde os meus sentimentos incertos.
Já
não ouso fantasiar o teu corpo.
Ainda
que sejas um sonho inerte de tão mal-amadoe os teus vestígios permaneçam prontos a deflagrar numa noite incendiada
do teu toque tatuado, que me percorre secretamente a pele marcada.
Já não ouso sobreviver ao teu passado.
Ainda que para sempre sejas um curto verbo sem tempo,
perdurando nas palavras escondidas de um homem exausto
de reviver o seu único momento… como se mentiras de fausto.

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