Entre
parêntesis vivemos sós,
Uma casa
vazia, na sua solidão tudo se perdia, Um corpo teu distante, às minhas mãos hesitante.
Um comentário inibido, depressa esquecido,
Uma palavra tua magoada, para sempre gravada.
Entre parêntesis
nem sempre somos nós,
Uma expressão
ignorada, de perto perturbada,Um gesto impensado, o teu sangue nas mãos cansado.

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