Sou
resto de memória, resto de vento,
Espalhando-me
pelos teus cabelos, sufocando céus,
Uma
carícia do imaginário, vagando o sofrimento,
Inundando-me
na tua boca, segredando véus.
E nesses romances desfeitos, presos aos nossos peitos,
Somos apenas asas cortadas, golpes direitos, lágrimas paradas.
