Monday, February 23, 2015

29 - Longínquo

Sou resto de memória, resto de vento,
Espalhando-me pelos teus cabelos, sufocando céus,
Uma carícia do imaginário, vagando o sofrimento,
Inundando-me na tua boca, segredando véus. 

E nesses romances desfeitos, presos aos nossos peitos,
Somos apenas asas cortadas, golpes direitos, lágrimas paradas.

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