Desta história
hipnótica segura nas nossas mãos entrelaçadas,
restou um momento
de respiração suspensa. Todas as imagens rasgadas,
todos os
meus vestígios sentença submersos no teu peito arcano.
Deste motim
que resvalou para o teu colo desamparado,
nasceu uma
mágoa de costas voltadas. Todo o meu ser amaldiçoado,
as minhas
palavras silenciadas pelo eco deste abismo tirano.
Desta solidão
acabada e abandonada junto ao teu peito inocente,
ficou o
tempo dos olhares perdidos. O amanhecer do meu corpo ausente,
os meus mistérios
esquecidos no recanto de um existir mundano.
Sou um delito,
um crime, um vilão.
Espaço
infinito,
canção que oprime,
pobre de
coração.

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