Leva-me
até à superfície no teu canto de sereia,
Para
ver quem passa, quem abandona os seus,
Pois
o mar já não pode ocultar estes sonhos meus,
E
a vida acena-me dos pequenos castelos de areia.
Empurra-me
para fora deste céu num abraço vingador,
Quero
saber quem vive, quem se recusa a morrer,
Pois
estou muito só e Deus deixou-se adormecer,
E
no mundo ainda resta algum do seu infame amor.
Leva-me
contigo, pelo caminho infinito que a alma anseia
Para
conhecer quem deslumbra, quem esconde a magia,
Pois
não quero uma noite profunda sem esgotar a luz do dia,
E
os braços do sol iluminam tudo à minha beira.

No comments:
Post a Comment