Trago-te até mim como se regressar fosse apenas sonhar e desejar
Sorris-me
como se a inocência fosse uma mágoa que me castiga
Olhas-me nos olhos e dizes-me tudo. O que eu nunca poderia
saber.
O que saberias então de mim? Saberias tu que seria assim?
Este tempo infinito e mudo onde escondo silêncios ao
adormecer.
Ouvir-te e só querer esquecer, desaprender de falar por não
querer escutar
Gritar e guardar todos os meus ecos para te mostrar…
… o ainda amor!
De nada me vale agora saber, que não se domina este fervor.
Que há momentos que não são desenhos pequenos ou canções por
aprender
São pulsações que guardamos na mão. Que nos mostram que sim
ou que não.
Sou este atraso em lugares revisitados, de colisões a
escombros provocados
Um ser incompleto, uma frase demorada de inacabada, este
escudo aberto
Sustendo na boca o teu nome hostil, como um beijo inevitável
e subtil.

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