Salto
de corpo em corpo, salivando suor sem calma,
Sou
quem sou sem o saber ser, como quem não quer,
Sou-o
pelos teus olhos que me desejam perto mas secreto,
Numa
qualquer forma, segregando todo o calor da tua alma.
Fundo-me
em fantasias, desfigurando peles morenas,
Estou
onde estou por estar, como não soubesse desejar,
Parado
nas tuas mãos que me seguram quente e latente,
De
alma abandonada, alimentando noites serenas.
Mudo
de rosto e sabor, percorrendo um caminho impreciso,
Beijo
como beijo para disfarçar, como te quisesse calar,
Submerso
na tua boca que se confessa intensa e suspensa,
De
um sabor esquivo, sussurrando-te céus num improviso.

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