Na
profundidade do teu rosto esmagam-se rosas,
Dilatas
o seu perfume doce como suplicante véu,
Para
lá dos mortais cativos, do fatigante céu.
E
eu, eterno escravo dessas fragrâncias sinuosas.
Na
frivolidade das tuas mãos entregam-se insolentes,
Consomes
a sua ávida tentação como provocante carência,
Para
lá de um desejo quieto, de uma excitante confidência.
E
eu, segredo esquecido nas tuas confissões dementes.
Na
imortalidade do teu peito despedaçam-se corações,
Cavalgas
cada pulsação rendida como fulgurante concubina,
Para
lá de qualquer amor sincero, da atraente alma feminina.
E
eu, amante irracional das tuas indiscretas agressões.

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